Sei lá, é uma calça. Tem mais, por enquanto. espero por ela para sair. Um porre que não chega. Daqui até lá só vou pensar no que comerei ou beberei enquanto ela será o assunto principal da conversa. É para parecer dúbio. Enquanto a comida não chega reparo na roupa dos outros. Todas são sem graça, menos a que me confronta. Me viro para a mesa, estou jantando agora. Converso por sílabas e trago o copo para perto, funciona como uma espada dependendo da hora. Ataco para não ser atacado, paro de escutar. Escuto mas não presto a mínima atenção, estamos no ziper agora. Levanto pois o frio do banheiro faz bem a quem está bebado, não faz bem morar lá. O espelho sempre chato com sua verdade e a pia sempre amiga como uma gorda ama de leite, empregada, na verdade que me paresse verdadeira agora. Não adianta nada passar a mão no rosto. O assunto é a calça. Me volto pensando na rua. Me sento e durmo, acordado durmo.
Acordo com esse nome na cabeça. É como uma música ruim, no começo é boa, na verdade das relações é sempre uma história, no fim um esquecimento.
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Um comentário:
Lembrei do alter-ego do Radar55 ao acordar com a história do Dr.Jekyll/Mr.Hyde na cabeça. Dai, o motivo da minha visita por aqui.
Decidi rebatizá-lo de Hyde. Assim mesmo, para os íntimos. Porque assim como o personagem, o Sonar66 nada mais é que a eterna guerra interna, um veículo de extravaso, o lado louco e psicotico de uma história que ele próprio desconhece. E, não me entenda mal, isso não o desmerece em nada.
No fim, é só a gente contra a gente mesmo. As guerras externas somos nós mesmos quem criamos. É aquela ladainha do ditado:"De médico e louco todo mundo tem um pouco".
Feliz natal e um ótimo ano novo!
Beijos,
Lu.
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