sábado, 6 de dezembro de 2008

Comm Es Des Garçons

Sei lá, é uma calça. Tem mais, por enquanto. espero por ela para sair. Um porre que não chega. Daqui até lá só vou pensar no que comerei ou beberei enquanto ela será o assunto principal da conversa. É para parecer dúbio. Enquanto a comida não chega reparo na roupa dos outros. Todas são sem graça, menos a que me confronta. Me viro para a mesa, estou jantando agora. Converso por sílabas e trago o copo para perto, funciona como uma espada dependendo da hora. Ataco para não ser atacado, paro de escutar. Escuto mas não presto a mínima atenção, estamos no ziper agora. Levanto pois o frio do banheiro faz bem a quem está bebado, não faz bem morar lá. O espelho sempre chato com sua verdade e a pia sempre amiga como uma gorda ama de leite, empregada, na verdade que me paresse verdadeira agora. Não adianta nada passar a mão no rosto. O assunto é a calça. Me volto pensando na rua. Me sento e durmo, acordado durmo.

Acordo com esse nome na cabeça. É como uma música ruim, no começo é boa, na verdade das relações é sempre uma história, no fim um esquecimento.